Depressão pós-parto é esclarecida em palestra na Unimed VSF |
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Imprevisível, desgastante e, muitas vezes, pode levar a distúrbios psíquicos graves. É a depressão pós-parto, uma doença que atinge cerca de 15% das mulheres em todo o mundo. Suas características, causas, sintomas e tratamento foram explicados pela psicóloga Gina Loureiro nesta quarta-feira (30), na Unimed Vale do São Francisco, durante o Programa para Gestantes da cooperativa. A psicóloga começou diferenciando a depressão comum da tristeza usual. “A pessoa que está passando pela depressão não consegue apontar o motivo da sua tristeza, o que é facilmente feito por aquela que está simplesmente em uma fase ruim”, explicou. Outro quadro bastante confundido com depressão é uma leve angústia, sentida por 50% a 80% das mulheres nas primeiras semanas após o nascimento da criança. “Raramente evolui para uma depressão grave e possui uma melhora espontânea, com apoio familiar e sem uso de medicamentos”, esclareceu a psicóloga. Entre os sintomas apresentados pelos pacientes com depressão pós-parto, estão perda de energia e de humor, tristeza profunda, déficit de concentração, alterações no apetite e sono, lentificação, sentimento de fracasso, desconforto cardíaco, dificuldade em tomar decisões, choro fácil, pensamentos negativos e culpas injustificáveis, aliados a dificuldades de suprir as necessidades do bebê e de estar perto dele. “Esses sintomas vão piorando gradativamente, não acontecem de forma simultânea e possuem períodos de melhora e piora”, disse. Em casos muito graves, a depressão pode levar ao abandono da criança, a tentativas de suicídio e até mesmo a provocar a morte do recém-nascido. “Esse transtorno pode acontecer até o 6º mês e não deve ser confundido com preguiça ou mau humor da mulher. O tratamento inclui apoio familiar, psicoterapia, participação em grupos de apoio e uso de medicamentos”, indicou Gina. Por ser uma doença mental com várias formas de gatilho, não há formas efetivas de prevenção. Porém, há certos fatores de interferência que podem levar a quadros depressivos quando não acompanhados de perto durante a gravidez. “A predisposição hereditária à doença, sentimentos de ansiedade, medo e insegurança durante a gestação, transtornos mentais anteriores, a não aceitação da gravidez, vida tumultuada, falta de apoio familiar, financeiro e afetivo podem levar a uma depressão pós-parto, mas não são determinantes para o acontecimento da mesma”, ressaltou. Além disso, fazer um acompanhamento pré-natal, contar com o suporte da família – principalmente do marido – e planejar a vida pós-parto evitam situações de estresse maior. “O melhor a ser feito é sempre conversar sobre os seus sentimentos com alguém próximo ou com amigas que também estejam grávidas, para que a qualquer sinal de depressão, a doença seja diagnosticada cedo e terá mais chances de ser curada”, finalizou.Reportagem: Paula Theotonio (CLAS/Unimed VSF) Fotos: Carlos Laerte (CLAS/Unimed VSF) |
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