Santa Maria da Boa Vista/PE pode virar pólo de artesanato em couro |
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Um grupo de 17 empreendedores e pequenos caprinovinocultores da região de Santa Maria da Boa Vista/PE, interior de Pernambuco, está aprendendo desde 10 de agosto a confeccionar e vender bolsas, cintos, carteiras e artefatos em couro. Trata-se de uma capacitação especializada, com 420 horas de treinamento e 40 horas de consultoria, fornecida pelo Sebrae/PE em parceria com o Senai/BA e realizada na sede da Associação Agropecuária do Vale do São Francisco - Aprisco do Vale. Segundo o Gestor do Projeto de Caprinovinocultura da UN do Sebrae Sertão do São Francisco, Bras Lomanto, o projeto tem o objetivo de agregar valor à pele dos animais, gerando mais renda para as famílias dos criadores, além de fortalecer o agronegócio da caprinovinocultura na região com a geração de mais de 500 empregos indiretos. “A capacitação e consultoria se mostra como uma ótima oportunidade para divulgar soluções, captando, tratando e disseminando informações aos empreendedores e empresários de micro e pequenas empresas ligadas à caprinovinocultura”, explicou Lomanto. Para a secretária Valdirene Bezerra, trata-se de uma nova oportunidade de trabalho. “Aqui na região o mercado de trabalho não é muito amplo. Estou gostando muito de aprender a desenhar e confeccionar bolsas, cintos, carteiras, e também a montar coleções, podendo futuramente exercer essa atividade em meu dia-a-dia”, revelou. Todos os produtos confeccionados durante o curso serão colocados à venda na unidade de produção de bolsas e artefatos de couro e afins de Santa Maria da Boa Vista. De acordo com o Presidente da Cooaprisco – Cooperativa Agropecuária do Vale do São Francisco, Nelson Santana, existem, na região, 200 criadores em quatro associações fornecendo pele para os curtumes da região. Produção que, até o final do ano, poderá ser encaminhada também para Santa Maria da Boa Vista com a construção da Fábrica de Beneficiamento de Couro na cidade. Segundo Edson Castro Nascimento, Vice-Presidente e coordenador do grupo de couro da Cooaprisco, detentora do projeto da fábrica, boa parte dos maquinários da nova unidade de processamento de couro já foi comprada. “Vamos gerar, assim que ela estiver pronta, 18 empregos diretos. A previsão é que até o fim de 2010, cada cooperado esteja ganhando pelo menos 2 salários mínimos com a sua produção”, informou. Reportagem: Paula Theotonio (CLAS) Fotos: Carlos Laerte (CLAS) |
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