Hospital Pró-Matre investe em programa |
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| Foto: Carlos Laerte/CLAS | |
Apresentando um índice de infecção hospitalar bem abaixo do estabelecido pelo Ministério da Saúde (de 5% a 10%), o Hospital Pró-Matre de Juazeiro vem investindo fortemente na capacitação dos seus profissionais a partir do trabalho desenvolvido pela Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH). A comissão composta por médico, bioquímico, enfermeiro exclusivo e secretária, realiza mensalmente palestras sobre temas como as medidas de prevenção, controle e combate a infecção hospitalar, além da conscientização de todo corpo clínico para a importância da higienização das mãos, esterilização de materiais e desinfecção de ambientes. A partir da utilização de critérios de indicadores epidemiológicos, a Comissão detecta o IH do Hospital adotando os procedimentos previstos na portaria 2.616/98 do Ministério da Saúde através de ações que visam à prevenção e o controle das infecções hospitalares, multiplicação dos conhecimentos e vigilância permanente das ações de assistência aos pacientes. Darcilene Amorim, enfermeira responsável pela CCIH da Pró-Matre, diz que medidas simples como a lavagem das mãos com água e sabão são importantes para manter o controle da IH, assim como o trabalho desenvolvido pela equipe multidisciplinar (médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, pessoal da higienização, copa lavanderia e manutenção). “Todo o hospital passa pela fiscalização da CCIH, desde a sua planta física, até os setores distintos, como copa, cozinha, lavanderia, enfermarias, UTIs, maternidades além do setor administrativo”. A enfermeira afirmou ainda, que a comissão mantém um extremo rigor e constante conscientização em relação às medidas, tanto para prevenção quanto para evitar a disseminação das mais diversas formas de infecção. “Para assegurar a prevenção, o controle e o combate à infecção hospitalar nos procedimentos realizados com os pacientes, a Comissão atua em conjunto com os profissionais do hospital, inclusive os próprios enfermos e seus familiares. Para impedir a IH, todos precisam colaborar. Familiares e visitantes de pacientes não devem trazer alimentos para o hospital, não podem sentar nos leitos e devem lavar bem as mãos antes e depois das visitas”, alerta. No Brasil, cerca de 2,3 milhões de pessoas contraem anualmente algum tipo de infecção hospitalar nos oito mil hospitais das redes pública e privada. Dados do Ministério da Saúde mostram que 15% dos pacientes internados contraem infecções hospitalares gerando sérios riscos para a manutenção da saúde. No entanto, esses riscos variam bastante de acordo com o setor do hospital e o histórico dos pacientes, apesar dos cuidados, todos os hospitais estão sujeitos a infecções, que na grande maioria são provocadas por bactérias endógenas do próprio paciente. Por Lidiane Cavalcante |
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